10 exemplos de arquitetura sustentável no Brasil e no mundo

10 exemplos de arquitetura sustentável no Brasil e no mundo

A arquitetura sustentável é uma das principais tendências na construção civil atualmente. Tem como objetivo central conciliar a funcionalidade dos espaços com a preservação da natureza.

Por archshop 1 de jul. de 2026

A arquitetura sustentável é uma das principais tendências na construção civil atualmente. Tem como objetivo central conciliar a funcionalidade dos espaços com a preservação da natureza. Para que isso aconteça, atua nos campos ambientais, econômicos e sociais. Pelo Brasil e pelo mundo, muitos são os projetos que vêm se destacando por sua inovação estética e sustentável. Nesse artigo, trazemos 10 exemplos arquitetônicos que ostentam a sustentabilidade em seu planejamento.

Exemplos de arquitetura sustentável no Brasil

Casa das Birutas

Fachada da Casa das Birutas em Piracaia, São Paulo, com elementos naturais e design sustentável.

Localização: Piracaia, interior de São Paulo
Ano: Construída entre 2017 e 2019
Projeto: Gera Brasil Consultoria e Arquitetura. Equipe formada pelos arquitetos Karen Ueda, Nilce Pinho e Antonio Vissotto
Utilidade: Residencial unifamiliar
Aspectos sustentáveis: A casa faz parte de uma vila ecológica e propõe um cotidiano mais sustentável. Oferece eficiência energética, gestão hídrica otimizada, paisagismo sustentável e sistema construtivo formado por materiais reciclados/recicláveis. Entre suas soluções, podemos apontar a valorização do comércio local e do reaproveitamento dos resíduos da própria construção. A implementação da reciclagem está presente também em todas as etapas construtivas.

O projeto respeita as características naturais do terreno e seu paisagismo prioriza os ecossistemas locais. Buscou-se ainda criar uma conscientização social sobre os processos sustentáveis.

Foi certificada com o selo LEED e recebeu 2 grandes prêmios. O Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura - Habitat Sustentável 2019 na categoria residencial e o Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel 2019.

Casa 1/Casa RF (Movimento Terras)

Fachada da Casa 1/Casa RF do Movimento Terras em Pedro do Rio, Rio de Janeiro, com design que prioriza o conforto térmico.

Localização: Pedro do Rio (distrito de Petrópolis), Rio de Janeiro
Ano: Idealizada em 2010 e construída em 2012.
Projeto: Escritório Sérgio Conde Caldas. Equipe formada por Sérgio Conde Caldas, Glauco Lobato, Renata Levy, Gladys Brasil, Karla Fernandes, Luiza Vellaco, Darlan Ferreira e Silvia Decourt
Utilidade: Residencial unifamiliar
Aspectos sustentáveis: A casa faz parte do Movimento Terras, projeto inicialmente experimental com objetivo de ser modelo no campo da sustentabilidade. Seus diferenciais técnicos incluem eficiência energética, térmica, arquitetônica, técnica e construtiva. São diversas as soluções adotadas pelo projeto. Destacamos: utilização de tijolos ecológicos, brises e vidros que favorecem a temperatura interior, reaproveitamento das águas da chuva e tratamento de esgoto otimizado.

Além disso, compreendeu também o aquecimento solar da casa. Sua construção usou a capacitação de mão de obra local e total adaptação às condições naturais do terreno. Foi certificada com o selo BREEAM - à época inédito na América Latina.

Museu do Amanhã

Fachada externa do Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, destacando seus painéis solares e design inovador.

Localização: Píer Oscar Weinschenck (Píer Mauá), Rio de Janeiro
Ano: 2010, inaugurado em 2015
Projeto: Santiago Calatrava
Utilidade: Museu
Aspectos sustentáveis: Incorpora eficiência energética, hídrica, térmica e paisagismo estratégico. Entre suas soluções, temos a presença de painéis solares fotovoltaicos que auxiliam no consumo de energia limpa. As águas da baía são reutilizadas para os aparelhos de ar-condicionado e a arquitetura buscou privilegiar a entrada de luz natural.

Além disso, tem caráter educativo, o que permite propagar a cultura sustentável. O jardim do museu preserva ainda uma diversidade considerável de espécies de plantas. Foi, em 2016, o primeiro museu brasileiro a ser certificado com um selo de construção sustentável (LEED de ouro). Ganhou também, pela MIPIM em 2017, o prêmio de Best Innovative Green Building - “melhor edifício verde inovador”.

Rochaverá Corporate Towers

Fachada das Rochaverá Corporate Towers em São Paulo, com arquitetura assimétrica e vidros especiais para controle solar.

Localização: São Paulo (capital)
Ano: 1999
Projeto: Aflalo & Gasperini Arquitetos
Utilidade: Comercial/empresarial
Aspectos sustentáveis: Apresenta eficiência energética, térmica, hídrica e paisagismo estratégico. Uma característica que se destaca é a assimetria dos prédios, que exibem inclinação de 9º cada. Essa solução buscou diminuir o consumo de ar-condicionado. As placas especiais de vidro que impedem a disseminação de calor também ajudam nesse objetivo.

No projeto, cerca de 50% do consumo de água é economizado graças ao seu tratamento e reuso. O paisagismo também compreende vegetação tropical que casa com o clima brasileiro. Seu sistema próprio de cogeração de energia é capaz de atender 100% da carga de maneira ininterrupta.

Em 2009, tornou- se o primeiro edifício da América do Sul com certificado de construção sustentável. Recebeu o selo LEED de ouro por atender quatro critérios importantes:

  • Redução do consumo de energia, custos operacionais e de manutenção
  • Diminuição do uso de recursos ambientais não renováveis
  • Melhora da qualidade do ar interno do edifício
  • Melhora da qualidade de vida e saúde dos usuários

Casa Folha

Fachada da Casa Folha em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, com integração total à natureza e estrutura orgânica.

Localização: Angra dos Reis, Rio de Janeiro
Ano: 2006/2008
Projeto: Mareines + Patalano (colaboração entre Ivo Mareines e Rafael Patalano). Equipe formada por Paula Costa, Flavia Lima, Rafael Pretti e paisagismo de Marita Adania.
Utilidade: Residencial (casa de praia)
Aspectos sustentáveis: Nesse projeto, temos uma casa totalmente implantada à natureza. Sua estética orgânica permite que a construção se misture com a vegetação natural sem comprometer o meio ambiente. Tem presença passiva na localização e um paisagismo que reforça essa ideia.

Grande parte dos materiais escolhidos para sua estrutura são naturais e de longa vida útil. A madeira de eucalipto é um deles, que provém das práticas de reflorestamento. As águas da praia também são utilizadas, recolhidas e reaproveitadas. O pé direito altíssimo da casa permite ventilação otimizada em um sistema de resfriamento passivo.

Exemplos de arquitetura sustentável no mundo

One Central Park

Fachada do One Central Park na Austrália, com jardins verticais cobrindo parte do edifício.

Localização: Austrália
Ano: Idealizado em 2008, construído entre 2010 e 2014
Projeto: Ateliers Jean Nouvel, PTW Architects e paisagismo de Patrick Blanc.
Utilidade: Residencial e comercial
Aspectos sustentáveis: Os jardins verticais que encobrem 50% da fachada são o grande destaque desse projeto. Aqui são reunidas cerca de 250 espécies de plantas e flores australianas. O paisagismo transforma a construção em um ambiente agradável, além de um ícone visual da cidade e do movimento verde.

Sua arquitetura também prioriza a eficiência energética através da captação de raios solares. Pode economizar 25% da eletricidade em comparação a edifícios de proporções parecidas.

Bosco Verticale

Duas torres do Bosco Verticale na Itália, com árvores e vegetação densa em suas fachadas.

Localização: Itália
Ano: 2007-2014
Projeto: Boeri Studio (Stefano Boeri, Gianandrea Barreca, Giovanni La Varra)
Utilidade: Residencial
Aspectos sustentáveis: Do italiano, bosco verticale significa floresta vertical. Temos um total de 800 árvores (de pequeno, médio e grande porte) distribuídas em duas torres de 80 e 112 metros de altura. Além delas, o paisagismo ainda abriga 30.000m² de vegetação rasteira, equivalente a 3 hectares de floresta.

A presença acentuada de áreas verdes auxilia no clima interno dos ambientes e diminui a poluição geral. Elas produzem um ar mais limpo não só para os moradores como também para toda a cidade.

Suzlon One Earth

Fachada do Suzlon One Earth na Índia, com design moderno e elementos que remetem à energia eólica.

Localização: Índia
Ano: 2009
Projeto: Christopher Benninger
Utilidade: Corporativo
Aspectos sustentáveis: Esse é o único projeto da nossa lista certificado com o selo LEED platina de sustentabilidade. A construção de 10,4 acres foi resultado da colaboração entre Benninger e Suzlon Energy Limited (empresa líder em energia eólica). Juntos desenvolveram um projeto baseado exclusivamente em materiais não-tóxicos e recicláveis.

Todos os sistemas - do hídrico ao elétrico - foram idealizados de forma sustentável para um aproveitamento completo. Gera anualmente 8% de sua energia através de captação eólica (80%) e solar (20%). Os outros 92% são produzidos em fazendas da empresa por moinhos de vento. É, portanto, um projeto com zero custo energético.

PARKROYAL Collection Pickering

Fachada do PARKROYAL Collection Pickering em Singapura, com terraços verdes e paisagismo exuberante.

Localização: Singapura
Ano: 2013
Projeto: WOHA Architects
Utilidade: Hotel
Aspectos sustentáveis: Esse projeto é localizado à frente do Hong Lim Park, parque histórico do país. Foi importante para o desenvolvimento arquitetônico que o parque servisse como inspiração. As áreas verdes garantiram harmonia entre os dois espaços. Como referência estética, foram adotadas as topografias de paisagens naturais e o caráter orgânico dos arrozais em terraços.

Seu paisagismo luxuoso dialoga com o clima tropical de Singapura e apresenta 15.000m² de áreas verdes. Entre as soluções passivas aplicadas estão a irrigação movida a energia solar, retenção de água da chuva e ventilação otimizada. Recebeu o Green Mark platina - maior certificação ambiental do país.

Eastgate Centre

Fachada externa do Eastgate Centre no Zimbábue, com design inspirado em termiteiras para ventilação natural.

Localização: Zimbabwe
Ano: Idealizado entre 1991 e 1992, construído entre 1993 e 1996
Projeto: Mick Pearce
Utilidade: Shopping (comercial e corporativo)
Aspectos sustentáveis: Inspirado pelas estruturas de termiteiras/cupinzeiros, encontramos o grande trunfo desse projeto nos sistemas de ventilação e aquecimento. O Eastgate Centre foi projetado considerando o clima da cidade, que demanda um resfriamento constante dos edifícios. Ele dispensa altos custos de compra, instalação e manutenção de aparelhos ar-condicionado. Sua ventilação é autorregulável, trabalhando com técnicas passivas de resfriamento natural.

A edificação permite o armazenamento de calor e o controle do ar por meio de ventiladores. Economizou 10% nos custos em sua construção por não necessitar de aparelhos de ar-condicionado.

ArchShop

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ArchShop

A ArchShop está redefinindo o conceito de arquitetura residencial no Brasil, tornando projetos de alta qualidade acessíveis a todos. Combinando a expertise de mais de 20 anos no setor da construção civil com a inovação tecnológica, a empresa oferece uma plataforma digital completa que simplifica e democratiza o processo de construção da casa dos sonhos.

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